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Pe-de-Meia 2026: Como a Frequência Escolar Virou Responsabilidade da Gestão

Programa Pe-de-Meia paga R$ 1.800/ano condicionado a 80% de frequência. Erros no registro = aluno sem benefício. Veja como evitar.

Pe-de-Meia 2026: Como a Frequência Escolar Virou Responsabilidade da Gestão
Autor: Toth Inteligencia em Gestao Escolar
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Entre os dias 23 e 30 de março de 2026, milhões de estudantes do ensino médio público receberam os pagamentos do Programa Pe-de-Meia, a poupança do ensino médio criada pelo governo federal. O programa paga até R$ 1.800 por ano para alunos que mantiverem frequência escolar de pelo menos 80%. O valor parece simples, mas os bastidores são complexos — e a responsabilidade pela precisão dos dados que determinam se o aluno recebe ou não recebe o benefício recai diretamente sobre a gestão escolar.

Erros no registro de frequência, atrasos no lançamento de dados, inconsistências entre os sistemas da escola e do MEC — qualquer falha pode significar que um aluno em situação de vulnerabilidade social deixe de receber o dinheiro a que tem direito. E quando isso acontece, quem recebe a reclamação do aluno e da família não é o MEC — é a escola.

Neste artigo, vamos explicar como o Pe-de-Meia funciona em 2026, detalhar as responsabilidades da gestão escolar no programa, analisar os erros mais comuns no registro de frequência e mostrar como a tecnologia pode garantir que nenhum aluno perca o benefício por falha administrativa.

Estudantes do ensino médio em escola pública brasileira

O Que é o Programa Pe-de-Meia

O Pe-de-Meia foi instituído pela Lei 14.818/2024 como uma política de incentivo a permanência e conclusão do ensino médio. O programa funciona como uma poupança educacional, depositando valores mensais e anuais em contas dos estudantes, condicionados a frequência escolar e a participação em avaliações.

Quem tem direito

O programa atende estudantes que atendam cumulativamente aos seguintes critérios:

  • Estar matriculado no ensino médio da rede pública (estadual ou federal)
  • Ter entre 14 e 24 anos
  • Ser membro de família inscrita no Cadastro Unico (CadUnico) com renda per capita de até meio salário mínimo
  • Ter CPF regular

Em 2026, estima-se que o programa atenda aproximadamente 3,5 milhões de estudantes em todo o Brasil, com investimento total superior a R$ 6 bilhões.

Valores e condicionalidades

O Pe-de-Meia é composto por diferentes parcelas, cada uma vinculada a uma condicionalidade específica:

  • Incentivo-Matricula: R$ 200 pagos no inicio do ano letivo, pela simples efetivação da matrícula
  • Incentivo-Frequência: 9 parcelas de R$ 200 ao longo do ano letivo (total: R$ 1.800), condicionadas a frequência mínima de 80%
  • Incentivo-Conclusao: depósito de R$ 1.000 ao final de cada serie concluida com aprovação (acumulados e sacaveis após a conclusão do ensino médio)
  • Incentivo-ENEM: R$ 200 para alunos do 3o ano que participarem do ENEM

Somando todas as parcelas ao longo dos três anos do ensino médio, um aluno que cumpra todas as condicionalidades pode acumular até R$ 9.200 — um valor significativo, especialmente para jovens em situação de vulnerabilidade social.

Como os pagamentos funcionam

Os pagamentos são feitos pela Caixa Economica Federal em contas digitais abertas automaticamente em nome dos estudantes. Os depósitos são feitos com base nos dados fornecidos pelas redes de ensino ao MEC por meio do Sistema de Acompanhamento de Frequência (SAF) e do Sistema Gestão Presente (SGP).

O fluxo funciona assim:

  1. A escola registra a frequência dos alunos
  2. Os dados são consolidados pela rede estadual e enviados ao MEC
  3. O MEC cruza os dados de frequência com o CadUnico e o Censo Escolar
  4. Os alunos que atendem aos critérios recebem o pagamento via Caixa

O ponto crítico é evidente: tudo começa com o registro de frequência na escola. Se a frequência não é registrada corretamente, ou não é enviada no prazo, o aluno não recebe.

Conceito de poupança e benefício financeiro para estudantes

A Frequência Escolar Como Responsabilidade da Gestão

Historicamente, o registro de frequência era uma atividade rotineira e de importância relativa. O professor marcava as faltas no diário de classe, a secretária consolidava os dados no fim do bimestre e, em geral, a frequência só era analisada quando o aluno estava próximo de reprovar por faltas.

Com o Pe-de-Meia, esse cenário mudou radicalmente. O registro de frequência agora tem impacto financeiro direto na vida do aluno e de sua família. Uma frequência registrada incorretamente — seja por esquecimento do professor, erro de digitação ou atraso no lançamento — pode custar R$ 200 mensais para um estudante que efetivamente compareceu as aulas.

O peso dos 80%

A condicionalidade de 80% de frequência parece simples, mas na prática envolve calculos precisos. Considerando um ano letivo com 200 dias, o aluno pode ter no máximo 40 faltas. Para uma verificação mensal (que e como o Pe-de-Meia opera), com aproximadamente 22 dias letivos por mes, o máximo aceitável e cerca de 4 a 5 faltas mensais.

Agora imagine o seguinte cenário: um aluno tem exatamente 4 faltas no mes, o que o mantem elegível. Porém, o professor esqueceu de registrar a presença de um dia em que o aluno estava na escola. No sistema, aparecem 5 faltas. O aluno perde os R$ 200 daquele mes — não porque faltou, mas porque a gestão falhou no registro.

Multiplique isso por uma escola com 500 alunos beneficiários e você entende a dimensão do problema. Cada registro de frequência agora é um ato com consequências financeiras e sociais.

Frequência diaria vs. frequência mensal

Muitas escolas ainda operam com um fluxo de registro de frequência mensal ou bimestral: o professor marca as faltas no diário de papel ao longo do período e, no final, a secretária transcreve os dados. Esse fluxo e incompatível com o Pe-de-Meia, que exige dados mensais e, em muitos estados, quinzenais.

O ideal é que a frequência seja registrada diariamente e digitalmente, de forma que os dados estejam disponíveis em tempo real para a coordenação, diretoria e secretária de educação. Isso permite:

  • Identificar imediatamente alunos com tendência de infrequência
  • Corrigir erros de registro antes do fechamento do período
  • Gerar relatórios automatizados para envio ao MEC
  • Evitar a transcrição manual (e os erros que ela gera)

Erros Comuns no Registro de Frequência

Com base em relatos de redes de ensino que enfrentaram problemas com o Pe-de-Meia em 2025, identificamos os erros mais recorrentes:

1. Atraso no lançamento

O erro mais frequente: o professor registra a frequência dias ou semanas após a aula. Com o passar do tempo, a memória falha e os registros ficam imprecisos. Em muitos casos, professores "recuperam" semanas inteiras de frequência de uma vez, marcando presenças e faltas de memória.

Solucao: diário de classe digital com registro no mesmo dia da aula. Sistemas que alertam o professor quando ha dias sem registro.

2. Erro de transcrição

Quando a frequência e registrada em papel e depois transcrita para um sistema digital, erros de transcrição são inevitaveis. Uma falta marcada para o aluno errado, uma presença que vira falta, um dia pulado na transcrição — cada erro tem potencial de impactar o benefício.

Solucao: eliminar a etapa de transcrição usando diário de classe digital. O professor registra diretamente no sistema, que consolida automaticamente.

3. Aluno presente mas não registrado

Em aulas com substituição de professor, atividades extraclasse, projetos interdisciplinares ou eventos escolares, é comum que a frequência não seja registrada. O aluno esteve na escola, participou da atividade, mas no sistema consta como ausente.

Solucao: protocolo claro de que toda atividade escolar deve ter registro de frequência, independentemente do formato. O sistema deve permitir registros retroativos autorizados pela coordenação.

4. Divergencia entre turno e registro

Em escolas com mais de um turno, ou com alunos que participam de atividades em contraturno (reforco, AEE, projetos), pode haver divergencias entre os registros dos diferentes turnos. O aluno compareceu ao reforço mas faltou a aula regular — como fica a frequência?

Solucao: sistema de gestão que integre todos os registros de frequência do aluno, independentemente do turno ou atividade, em um único painel.

5. Falta de padronização na rede

Em redes com muitas escolas, a ausência de padronização no registro de frequência gera inconsistências. Cada escola adota seu próprio método (papel, planilha, sistema diferente), e na hora de consolidar os dados para envio ao MEC, as divergencias aparecem.

Solucao: adotar um sistema único de gestão para toda a rede, garantindo padronização nos registros e consolidação automatizada.

6. Problemas na integração com o sistema do MEC

Mesmo quando a escola registra a frequência corretamente, problemas na integração com o Sistema de Acompanhamento de Frequência (SAF) do MEC podem gerar perdas. Dados no formato errado, campos incompletos, divergencias nós codigos de matrícula — qualquer inconsistência pode fazer com que o sistema do MEC "não reconheca" o aluno.

Solucao: sistema de gestão que exporte dados no formato exigido pelo MEC, com validação automática antes do envio.

Profissional verificando dados e registros de frequência em sistema digital

O Impacto Social dos Erros de Registro

É importante que gestores compreendam que os erros de registro de frequência não são apenas problemas administrativos — são problemas sociais. Os alunos beneficiários do Pe-de-Meia são, por definição, de famílias em situação de vulnerabilidade (renda per capita de até meio salário mínimo). Para essas famílias, os R$ 200 mensais podem representar:

  • A compra de material escolar que a família não conseguiria adquirir
  • O custeio do transporte do aluno até a escola
  • A complementação da renda familiar que evita que o jovem abandone a escola para trabalhar
  • A construção de uma poupança que viabiliza o acesso ao ensino superior

Quando um aluno perde o benefício por erro de registro, o impacto vai muito além dos R$ 200. Pode ser o fator que leva ao abandono escolar — exatamente o que o programa foi criado para evitar.

O risco de judicialização

Com a expansão do programa e a maior conscientização das famílias sobre seus direitos, cresce o risco de judicialização. Familias que percebem que o aluno não recebeu o benefício apesar de ter comparecido as aulas podem acionar a Defensoria Pública, o Ministério Público ou o Judiciário. Se a escola não tiver registros precisos e auditáveis que comprovem a frequência, a situação se torna delicada.

Sistemas de gestão escolar com logs de auditoria — que registram quando cada dado foi inserido, por quem e se houve alterações — protegem a escola em caso de contestações. E possível demonstrar, por exemplo, que a frequência foi registrada no dia da aula pelo professor responsável, é que não houve alterações posteriores.

Frequência e Outros Programas: Uma Responsabilidade Crescente

O Pe-de-Meia não é o único programa federal que depende de dados de frequência escolar. A gestão da frequência está cada vez mais conectada a múltiplas políticas públicas:

  • Bolsa Familia: exige frequência mínima de 60% para crianças de 6 a 15 anos e 75% para jovens de 16 e 17 anos. O descumprimento pode levar a advertência, bloqueio e até cancelamento do benefício.
  • BPC na Escola: o Beneficio de Prestação Continuada para pessoas com deficiência monitora a frequência escolar dos beneficiários.
  • Programas estaduais e municipais: diversos estados e municípios possuem programas proprios de incentivo a frequência, com condicionalidades semelhantes.
  • Conselho Tutelar: a escola e obrigada a comunicar ao Conselho Tutelar casos de alunos com infrequência superior a 50% (art. 12 da LDB).
  • Censo Escolar: os dados de frequência alimentam os indicadores do Censo, que por sua vez determinam repasses de PNAE, PDDE, FUNDEB e outros programas.

Em outras palavras, o registro de frequência escolar se tornou uma das atividades de maior impacto da gestão escolar. Ele conecta a escola a múltiplas políticas públicas, com consequências financeiras, sociais e legais. Não é mais aceitável tratar a frequência como uma formalidade.

O Diário de Classe Digital Como Solucao

A única forma de garantir precisão, agilidade e rastreabilidade no registro de frequência e o diário de classe digital. Vamos detalhar como ele funciona e por que é a solução para os desafios do Pe-de-Meia.

Como funciona na prática

O professor acessa o diário de classe digital pelo celular, tablet ou computador. Na tela, vê a lista de alunos da turma. Com poucos toques, marca a presença ou falta de cada aluno. O registro é feito no momento da aula, com data e hora automaticamente registrados pelo sistema.

Além da frequência, o professor pode registrar:

  • Conteudo ministrado na aula
  • Observacoes sobre alunos específicos
  • Atividades avaliativas realizadas
  • Justificativas de faltas apresentadas

Beneficios para o Pe-de-Meia

  • Eliminacao de erros de transcrição: o dado vai direto do professor para o sistema, sem intermediários
  • Registro em tempo real: a frequência e registrada no dia da aula, não semanas depois
  • Alertas automáticos: o sistema pode alertar a coordenação quando um aluno se aproxima do limite de faltas (20%), permitindo ação preventiva
  • Consolidacao automática: os dados mensais são consolidados pelo sistema, prontos para exportação ao SAF/MEC
  • Trilha de auditoria: cada registro tem data, hora e identificação do responsável, protegendo a escola em caso de contestação
  • Visao em tempo real para a gestão: diretores e coordenadores veem dashboards com a situação de frequência de todas as turmas

Resistencia dos professores

E comum que professores demonstrem resistência inicial ao diário digital. As objeções mais frequentes:

  • "Não tenho tempo para mexer no celular durante a aula"
  • "A internet da escola cai toda hora"
  • "Eu prefiro o papel, é mais rápido"
  • "Mais uma coisa para eu fazer"

Essas objeções são legitimas e devem ser tratadas com empatia. Algumas estratégias para facilitar a transição:

  • Demonstrar o ganho de tempo: um registro digital leva 2-3 minutos; a transcrição posterior do papel leva muito mais
  • Garantir suporte técnico: nos primeiros meses, ter alguém disponível para ajudar com duvidas
  • Permitir registro offline: sistemas modernos permitem que o professor registre a frequência mesmo sem internet, sincronizando quando a conexão voltar
  • Comecar com voluntarios: iniciar com professores que já se sentem confortaveis com tecnologia e ir expandindo gradualmente
  • Mostrar os resultados: quando os professores percebem que seus dados estão impactando o benefício dos alunos, o senso de responsabilidade aumenta

Busca Ativa: Quando a Frequência Cai

O Pe-de-Meia criou um incentivo para que os alunos mantenham a frequência, mas também gerou uma responsabilidade adicional para a escola: a busca ativa de alunos infrequentes.

Quando o sistema identifica que um aluno está se aproximando do limite de 80% de frequência, a escola precisa agir. A busca ativa envolve:

  1. Contato com a família: ligar, enviar mensagem por WhatsApp ou contatar por outros meios para entender o motivo das faltas
  2. Registro do contato: documentar cada tentativa de contato e as informações obtidas
  3. Encaminhamento: se necessário, acionar o Conselho Tutelar, CRAS ou outros serviços da rede de proteção social
  4. Plano de reintegração: quando o aluno retorna, oferecer apoio para que ele recupere conteúdos perdidos e se reintegre a rotina escolar

Para que a busca ativa funcione, é fundamental que a escola tenha dados de frequência atualizados em tempo real. Se a infrequência só e detectada no fim do bimestre, quando a secretária consolida os diarios de papel, já é tarde demais — o aluno pode ter perdido meses de benefício e, pior, pode ter abandonado a escola.

Um dashboard de frequência que sinalize automaticamente alunos com frequência abaixo de 85% (margem de segurança para os 80% do Pe-de-Meia) e a ferramenta ideal para a busca ativa preventiva.

O Papel da Secretária Estadual de Educação

Como o Pe-de-Meia atende alunos do ensino médio, a responsabilidade principal recai sobre as secretarias estaduais de educação, que gerem a maioria das escolas de ensino médio no Brasil. O papel da secretária estadual inclui:

  • Definir o sistema e os protocolos de registro de frequência: garantir que todas as escolas da rede utilizem o mesmo sistema e sigam os mesmos procedimentos
  • Capacitar os profissionais: oferecer formação sobre o sistema de registro e sobre as regras do Pe-de-Meia
  • Consolidar e enviar os dados ao MEC: garantir que os dados de todas as escolas sejam consolidados e enviados nós prazos
  • Monitorar a execução: acompanhar quais escolas estão em dia com os registros e quais estão atrasadas
  • Resolver divergencias: atuar quando ha contestações de alunos ou famílias sobre dados de frequência

Para secretarias estaduais, a adoção de um sistema único de gestão para toda a rede e ainda mais crítica do que para redes municipais. Com centenas de escolas e dezenas de milhares de alunos beneficiários, a consolidação manual de dados e simplesmente impossível.

Pagamentos de Marco 2026: Licoes Aprendidas

Os pagamentos do Pe-de-Meia realizados entre 23 e 30 de março de 2026 trouxeram lições importantes para a gestão escolar:

Problemas reportados

  • Alunos que não receberam apesar de frequência regular: em muitos casos, a causa foi atraso no lançamento de frequência pela escola ou divergência de dados entre o sistema da escola e o do MEC
  • Dificuldade dos alunos em acessar a conta digital: muitos estudantes não sabiam como acessar o aplicativo Caixa Tem ou não tinham CPF regularizado
  • Sobrecarga nas secretarias escolares: com alunos e país buscando informações sobre o pagamento, as secretarias ficaram sobrecarregadas
  • Falta de comunicação: muitos alunos não sabiam as regras do programa e foram pegos de surpresa quando não receberam

Boas práticas identificadas

  • Escolas que registram frequência digitalmente todos os dias: tiveram muito menos problemas de divergência de dados
  • Redes que comunicaram proativamente aos alunos e famílias: enviaram comunicados explicando as regras, prazos e como acessar o benefício antes da data de pagamento
  • Escolas que monitoram a frequência em tempo real: conseguiram contatar famílias de alunos infrequentes a tempo de evitar a perda do benefício
  • Redes com sistema integrado: consolidaram e enviaram os dados ao MEC sem inconsistências

Comunicação Com Alunos e Familias Sobre o Pe-de-Meia

A comunicação e um pilar fundamental para o sucesso do Pe-de-Meia na escola. Muitos problemas podem ser evitados com uma estratégia de comunicação bem estruturada:

O que comunicar

  • Regras do programa: quem tem direito, quais são as condicionalidades, como funcionam os pagamentos
  • Importancia da frequência: o que significa 80% de frequência na prática (quantas faltas são permitidas por mes)
  • Como acessar o benefício: instruções para regularizar CPF, baixar o Caixa Tem e acompanhar os depósitos
  • Situacao individual do aluno: informar periodicamente cada aluno sobre sua frequência e se está elegível para o próximo pagamento
  • Canais de suporte: a quem recorrer em caso de problemas (escola, secretária estadual, MEC, Caixa)

Canais de comunicação

  • Reuniao de país no inicio do ano: apresentar o programa e as responsabilidades de todos
  • Mural e comunicados impressos: para alunos e famílias que preferem informação física
  • WhatsApp: mensagens periodicas com lembretes sobre frequência e datas de pagamento
  • Portal do responsável: painel onde país e alunos acompanham a frequência em tempo real
  • Rodas de conversa com alunos: momentos em sala para esclarecer duvidas e reforcar a importância da presença
Comunicação entre escola e famílias sobre programas educacionais

Pe-de-Meia e Evasao Escolar: A Conexao Estrategica

O Pe-de-Meia foi criado com um objetivo claro: reduzir a evasão no ensino médio. Os dados do INEP mostram que o ensino médio e a etapa com maior taxa de abandono no Brasil — em 2023, cerca de 5,6% dos alunos matriculados abandonaram a escola durante o ano letivo, e a taxa de evasão (não renovação de matrícula no ano seguinte) e ainda maior.

Os primeiros indicadores de 2025 sugerem que o programa está tendo impacto positivo:

  • Redes que aderiram ao programa reportaram redução de 15% a 25% nas taxas de abandono em relação ao ano anterior
  • A frequência media dos alunos beneficiários ficou 3 a 5 pontos percentuais acima dos não beneficiários
  • Escolas relatam que o programa criou uma "cultura de presença", em que os alunos se cobram mutuamente para não faltar

Para a gestão escolar, esses resultados são animadores, mas também criam uma responsabilidade adicional. Se o programa funciona — e os dados sugerem que sim — então garantir que os registros de frequência sejam precisos e tempestivos não é apenas uma questão administrativa, e uma questão de política pública. A gestão escolar se torna co-responsável pelo sucesso de um programa de combate a evasão de abrangência nacional.

Integrando Pe-de-Meia, Bolsa Familia e Outros Programas

Muitos alunos beneficiários do Pe-de-Meia também são beneficiários do Bolsa Familia (antigo Auxilio Brasil). Isso significa que a escola precisa gerenciar condicionalidades de frequência para dois programas distintos, com regras diferentes:

  • Bolsa Familia: frequência mínima de 75% para jovens de 16-17 anos, com verificação bimestral pelo Sistema Presenca do MEC
  • Pe-de-Meia: frequência mínima de 80% para alunos do ensino médio, com verificação mensal pelo SAF/MEC

A gestão precisa estar atenta a essas diferentes exigências é garantir que os dados sejam enviados nós formatos e prazos corretos para cada programa. Um sistema de gestão escolar que integre os dados de frequência e exporte para múltiplos sistemas simplifica enormemente esse processo.

Além disso, a escola pode usar os dados de frequência de forma proativa: um aluno do Bolsa Familia que está com frequência entre 75% e 80% está cumprindo a condicionalidade do Bolsa Familia mas não a do Pe-de-Meia. Se a escola identifica isso a tempo, pode atuar para elevar a frequência é garantir ambos os benefícios.

Checklist Mensal Para a Gestão do Pe-de-Meia

Para gestores que desejam garantir que sua escola esteja em dia com o Pe-de-Meia, recomendamos o seguinte checklist mensal:

Primeira semana do mes

  • Verificar se todos os professores registraram a frequência do mes anterior para todas as turmas
  • Identificar e corrigir possiveis inconsistências nos registros
  • Gerar relatório de frequência por aluno e identificar quem está abaixo de 85%

Segunda semana

  • Iniciar contato com famílias de alunos infrequentes (busca ativa)
  • Consolidar os dados de frequência para envio a secretária estadual
  • Verificar se ha novos alunos matriculados que atendem aos critérios do programa

Terceira semana

  • Confirmar o envio dos dados ao SAF/MEC
  • Verificar se houve retorno do MEC com divergencias ou pendencias
  • Corrigir eventuais divergencias e reenviar

Quarta semana

  • Acompanhar a liberação dos pagamentos
  • Estar preparado para responder duvidas de alunos e famílias
  • Documentar eventuais problemas para aprimorar o processo no mes seguinte

Indicadores de Frequência: Além do Pe-de-Meia

A organização dos dados de frequência para o Pe-de-Meia gera um benefício colateral valioso: a escola passa a ter indicadores de frequência precisos e atualizados que podem ser usados para muitas outras finalidades:

  • Identificacao precoce de risco de evasão: alunos com frequência declinante podem ser acompanhados antes que abandonem
  • Correlacao frequência x desempenho: cruzar dados de frequência com notas para entender o impacto das faltas na aprendizagem
  • Planejamento pedagógico: turmas com alta infrequência em determinados dias ou horarios podem indicar problemas que a coordenação precisa investigar
  • Prestação de contas: indicadores de frequência alimentam relatórios do Censo Escolar, SAGRES e monitoramento do PNE
  • Comunicação com famílias: informar regularmente os país sobre a frequência dos filhos fortalece a parceria escola-familia

Um dashboard de frequência que apresente esses indicadores de forma visual e intuitiva transforma um dado administrativo em inteligência de gestão.

Conclusao: Frequência e Gestão, Não Burocracia

O Programa Pe-de-Meia transformou o registro de frequência escolar de uma atividade burocrática em uma responsabilidade estratégica da gestão. Cada presença registrada corretamente e um aluno que recebe seu benefício. Cada falha no registro e um jovem em vulnerabilidade que perde uma oportunidade.

A gestão escolar está no centro desse processo. E o diretor que define os protocolos. E a coordenação que cobra o lançamento em dia. E a secretária que consolida e envia os dados. E o professor que registra a frequência. Todos precisam entender a importância do que fazem — e precisam ter as ferramentas adequadas para faze-lo bem.

O Toth — Inteligência em Gestão Escolar oferece exatamente o que sua escola precisa para garantir a precisão e a tempestividade dos registros de frequência: diário de classe digital com registro em tempo real, dashboards de frequência com alertas automáticos, portal do responsável para comunicação transparente, integração com o Censo Escolar e trilhas de auditoria para proteção jurídica.

Não deixe que um erro de registro tire o benefício de quem mais precisa.

A frequência escolar nunca foi tão importante. E a gestão nunca precisou tanto de tecnologia para registra-la corretamente.
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